quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

MENSAGEM DO DIA

Saber vem do latim sapere, ter gosto e, originalmente, seu significado estava ligado ao paladar. O significado do saber se ampliou e já basta apenas o paladar para se saber sobre as ciências, as emoções e a vida. É preciso colocar-se por inteiro na busca o saber, de corpo e alma.

O saber é o sal espírito, o gozo da alma, a consciência que o homem tem no mundo que o cerca e das diversas teorias criadas para aplicar os mistérios que nos envolvem. O saber é a luz que nos permite enxergar a estrada. O homem cria o saber, e este transforma o homem, propondo-lhe novos desafios.

Em sua vida, você tem duas escolhas com relação ao saber. A primeira é apaixonar-se por ele, ser capaz de conviver com suas dúvidas pessoais e fazer sempre mais perguntas. Se for essa a escolha, você viverá as alegrias e os conflitos da eterna busca, mas será um ser com luz própria, capaz de mostrar novos caminhos. Sua segunda escolha é ter uma fraca relação com algum saber. Nesse caso, você deverá se conformar em caminhar sem rumo ou seguir a trilha que alguém, eventualmente, lhe indicar. Em uma nação onde todos cultivam o saber, não existe pobreza. O saber leva progresso, à paz e à felicidade.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO PROMOVE MAIS UMA FORMAÇÃO DO PROGRAMA BRASIL ALFABETIZADO.

A Secretria Municipal de Educação/FNDE/MEC promoveu mais uma formação do Programa Brasil Alfabetizado etapa 2011/2012. Realizada nos dias 06 a 10 d o mês de fevereiro na Escola Municipal Raquel Silva, com o apoio da secretária municipal de educação Liduína Maria Fernandes a semana foi de grande participação e aproveito por todos. A formação foi desenvolvida com monitores capacitados, onde os mesmos ajudaram muito os trabalhos de cada alfabetizador.Os monitores responsáveis pela formação foram: A professora Especialista Mary Carneiro de Paiva Oliveira, professora Especialista Antonia Denise Lopes Costa Silvestre e o Secretário de Saúde professor Especialista Marcelo Viana da Costa.

TRABALHOS PRODUZIDOS PELOS

ALFABETIZADORES DURANTE A

FORMAÇÃO INICIAL DO PBA.

LITERATURA DE CORDEL

TEMA: FORMAR PARA EDUCAR

(Escrito em linguagem popular)

PEÇO LICÊNÇA PARA ENTRÁ,

EM SEU HUMILDE LAR,

PARA MODÉ LHE FALAR,

DO QUE ACONTECE NESSE LUGAR.

SEIS DE JANEIRO FOI A

PROVA DA ALFABETIZAÇÃO,

SELECIONADOS FOROM O POVO

INTELIGENTÃO,

PARA PARTICIPAR DA GRANDE

FORMAÇÃO,

SÓ NÃO PODIA ESPERAR TAMANHA

DIVERSÃO.

VIEMOS AQUI PRA NÓS FORMAR,

E A EDUCAÇÃO LEVAR,

PRA QUEM NÃO PODE AINDA SE

ALFABETIZAR,

JUNTOS NOI SENTE FORTE EMOÇÃO,

DENTRO DO NOSSO CORAÇÃO, POI

GANHAREMOS A MAIOR

COMPENSAÇÃO,

EM EDUCAR UM POUCO DESSA

NAÇÃO.

COM A EDUCAÇÃO,

NOI PODEMOS POGREDIR,

DENTRO DA SALA DE AULA,

TEMO QUE NUS DIVIDIR,

E TAMBEM INTERAGIR.

JÁ VEI MARY E MARCELO,

E DENISE RAI CONTINUAR,

PARA NUS EDUCAR, E AGORA,

TAMO COM MEDO E DE,

ERRAR NU NOSSO LINGUAJAR.

AGORA NÃO POSSO LHE ENGANAR,

POIS TUDO JÁ ACONTECEU NESSE

LUGAR,

SE VOCÊ PARAR PRA SE LEMBRAR,

TÚ NÃO RAI SE SEGURAR.

AUTORES: Cleidimar, Marina e Ricardo.

TEMA: RIMANDO ALFABETIZAÇÃO

Ao começar vamos falar

Dos nossos alfabetizandos,

A metodologia de ensinar,

Para com eles trabalhar

E suas vidas melhorar.

O Programa Brasil Alfabetizado,

Deixo a minha dedicação

Para dar oportunidade

E muita estimulação

É de grande importância a boa educação.

A educação chegou pra ficar

Dando novas chances as pessoas

Para elas estudar,

Recuperando o tempo perdido

Que eles deixaram passar.

Meu Deus como tem gente

Que não quer estudar

Vamos mostrar a realidade

E capacidade para com todos compartilhar.

Aos nossos alfabetizadores

Dedico a minha consideração

Cada um deve lutar

E todos batalhar por

Uma boa alfabetização.

Pra fechar com chave de ouro

Vou considerar cada coisa

Que aprendi e aprimorar

Para trabalhar na sala de aula

E um bom aprendizado repassar.

Autores: Fátima, Alex-Sandra, Tereza, Rosângela e Flávia.

TEMA: FORMAÇÃO

De 06 à 10 de Fevereiro

Foi a semana da formação

Todos participaram

Com muito amor e interação.

No primeiro dia da formação

Obtive conhecimento

Trazendo para a realidade

O meio de atendimento.

Alfabetizar ou ser educador

É saber lidar com paciência

Trazendo para os seus alunos

O meio de aprendizagem e experiência.

Nunca diga que não consegue

Porque, tudo é difícil

Mas com paciência e dedicação

Atravessamos obstáculos

E chegaremos à educação.

O Brasil Alfabetizado nos ajuda a crescer

Conhecendo o problema do outro

E ajudando a resolver,

Incentivando o analfabeto

A ler e a escrever.

Assistem toda a noite

A aula com atenção

Apesar de conviver

Com outra tradição.

Autores: Nadja Naira, Antonia

Marlene, Roseneide Maura e Eliza Nunes.

Tema: O ALFABETIZADOR

Para ser alfabetizador

Do Programa Brasil Alfabetizado

Tem que ter conhecimento

E ser sempre dedicado

Para construir com os alunos

Um novo aprendizado.

O alfabetizador tem que procurar

Trabalhar com metodologia

Que aproveitem o conhecimento

Que o aluno possui de vida


No nosso trabalho surgirá

Sempre muitas dificuldades

Que devemos enfrentar

Com perseverança e força de vontade

Para superar esses problemas

Pois todos temos capacidades.

A batalha não é fácil

Mas não é difícil desistir

Pois podemos continuar e

Sempre buscar persistir

Para podermos alfabetizar

Que é o nosso objetivo a atingir.

AUTORES: Elaine Carla, Edicleide, Salles Belarmino e Adaiza.

TEMA: BRASIL ALFABETIZADO

Aos colegas pedimos calma

Na hora da apresentação

Eu sei que vão bater palmas

Na hora da terminação

Pois nosso cordel ta bonito

Vai espirar emoção.

Hoje vamos falar

Do Brasil Alfabetizado

Que é conhecido aqui e em todo estado

Pois é um programa social

Voltados para jovens e adultos

Da zona urbana e rural.

O Brasil precisa acabar

Com essa taxa de analfabetismo

Vamos todos se juntarem

Assinando um compromisso

De respeito e dedicação

Fazendo melhorar a nossa educação.

É um projeto legal

Criado para resolver

As dificuldades de quem

Não sabe ler nem escrever

Para que possa valer

Os direitos de quem quer aprender.

Hoje estamos todos felizes

Nessa nossa formação

Com a professora Denise

Uma mulher de capacitação

Capaz de mudar

Os valores sobre a educação.

AUTORES: Renata, Andreza, Euzir e

Leidiana.

TEMA: A NOSSA FORMAÇÃO

Amigos caros colegas

Prestem muita atenção

Pois irei falar agora

O valor dessa formação.

Entrar nesse programa

Requer trabalho e dedicação

Pois aqueles que aqui buscam

Acreditam na educação.

O Brasil Alfabetizado

É um programa de educação

Onde todos se engajam

Para sua realização.

A formação tem um objetivo

De professor capacitar

Com ajuda dos coordenadores

A educação dos adultos melhorarem.

A educação é o melhor progresso

Para jovens adultos buscarem

Seja em casa ou na escola

Seu valor permanecerá.

Trabalhar com essa clientela

É viver uma aventura

Pois os alunos da sala de aula

Todos têm sua cultura.

O professor precisa ser

Um agente de transformação

Para que eles possam atuar

Na sociedade como cidadão.

São tantas idéias aqui vistas

Dos colegas aqui trabalhados

Mostrando então como seria

Aulas práticas aqui simuladas.

Enfrentar os desafios

Do cotidiano escolar

É meta bastante complexa

Aos jovens adultos ensinar.

Jovens cheios de desejos

De cultura e tradição

Buscam nesse projeto

Sua alta avaliação.

O cordel retrata o desejo

De jovens adultos avançarem

Diante de suas habilidades

Suas conquistas realizarem.

E aos colegas formadores

Obrigado pela atuação

Pois os saberes compartilhados

Contribuíram para nossa formação.


AUTORES: Aparecida Coutinho, Josefa Queiroz,

José Mário e Paula Maciana.












































Piso nacional do magistério de 2012 é definido em R$ 1.451

O Ministério da Educação (MEC) definiu em R$ 1.451 o valor do piso nacional do magistério para 2012, um aumento de 22,22% em relação a 2011. Conforme determina a lei que criou o piso, o reajuste foi calculado com base no crescimento do valor mínimo por aluno do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) no mesmo período.
A Lei do Piso determina que nenhum professor pode receber menos do que o valor determinado por uma jornada de 40 horas semanais. Questionada na Justiça por governadores, a legislação foi confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado.
Entes federados argumentam que não têm recursos para pagar o valor estipulado pela lei. O dispositivo prevê que a União complemente o pagamento nesses casos, mas, desde 2008, nenhum estado ou município recebeu os recursos porque, segundo o MEC, não conseguiu comprovar a falta de verbas para esse fim.
Em 2011, o piso foi R$1.187 e em 2010, R$ 1.024. Em 2009, primeiro ano da vigência da lei, o piso era R$ 950. Alguns governos estaduais e municipais criticam o critério de reajuste e defendem que o valor deveria ser corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), como ocorre com outras carreiras.
Na Câmara dos Deputados, tramita um projeto de lei que pretende alterar o parâmetro de correção do piso para a variação da inflação. A proposta não prosperou no Senado, mas na Câmara recebeu parecer positivo da Comissão de Finanças e Tributação. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) prepara uma paralisação nacional dos professores para os dias 14,15 e 16 de março com o objetivo de cobrar o cumprimento da Lei do Piso.

Agência Brasil

Governo do RN divulga lista de aprovados no concurso para professor do Estado

O Governo do RN divulgou na edição desta terça-feira (28) do Diário Oficial do Estado a lista com os aprovados no concurso para o cargo de professor e pedagogo da rede estadual de ensino. Foram mais de 30 mil candidatos inscritos e 13 mil candidatos aprovados na primeira etapa, composta de provas objetivas (1ª Fase) e de redação (2ª Fase), ambas de caráter eliminatório e classificatório. Os candidatos participaram então da prova de Títulos, de caráter classificatório.

“Temos 2.900 vagas para professores e 600 para suporte pedagógico, nossa prioridade é de efetivar professores no lugar de estagiários e depois substituir os professores temporários que foram contratados em caráter emergencial”, disse a secretária de Estado da Educação Betânia Ramalho. Segundo a secretária, com a homologação do resultado no Diário Oficial do Estado ficam faltando agora apenas alguns procedimentos para que os aprovados tomem posse. “Nossa determinação é que os alunos não acumulem mais prejuízos por falta de professor em sala de aula”, declarou Betânia.

Clique AQUI e confira

Obs: devido a grande quantidade de acessos ao Diário Oficial, a página acima poderá demorar a carregar.

Fonte: V & C

Postado as 23:33
Categoria: Concursos/Estágios, Educação/Saúde, RN

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Prazo para adesão de 28,7 mil escolas é prorrogado até março

Escolas públicas urbanas e do campo pré-selecionadas pelo Ministério da Educação para oferecer ensino integral tiveram o prazo para adesão prorrogado até 30 de março.

A expectativa do MEC é oferecer educação integral em 30 mil estabelecimentos — 5 mil do campo — e atender 5 milhões de estudantes em 2012. Esse número compreende cerca de 3,1 milhões de alunos já atendidos pelo programa Mais Educação e os que serão beneficiados neste ano.

Como a adesão ao programa é opcional, o MEC pré-selecionou 14,2 mil escolas urbanas e 14,5 mil do campo, explica Leandro Fialho, coordenador de ações educacionais complementares da Secretaria de Educação Básica (SEB).

Para as escolas pré-selecionadas, o acesso ao Sistema de Informações Integradas de Planejamento, Orçamento e Finanças do MEC (Simec) ocorre por meio de senha, fornecida pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Ao aderir, além de informar quantos estudantes serão atendidos, o gestor escolar pode relacionar até seis atividades, escolhidas em uma lista disponível na página eletrônica do programa.

Os dirigentes escolares que tiverem dúvidas ou dificuldades para preencher as informações no Simec podem pedir esclarecimentos pelos telefones (61) 2022-9175, 2022-9176, 2022-9174, 2022-9184, 2022-9211, 2022-9212 e 2022-9181.

Assessoria de Imprensa da SEB

Confira a relação de escolas urbanas pré-selecionadas

Confira a tabela das escolas do campo pré-selecionadas

SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO REALIZA A SEMANA PEDAGÓGICA AOS PROFESSORES DA ZONA RURAL

A Secretaria Municipal de Educação de Marcelino Vieira realiza a Semana Pedagógica com os professores da Zona Rural . O encontro será realizado na Escola Municipal Raquel Silva nos dias 22, 23 e 24 de Fevereiro de 2012.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL.


Resolução nº 5, de 17 de dezembro de 2009
Fixa as Diretrizes Curriculares para a Educação Infantil.

1. OBJETIVOS
1.1 Esta norma tem por objetivo estabelecer as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil a serem observadas na organização de propostas pedagógicas na educação infantil.

1.2 As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil articulam-se às Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica e reúnem princípios fundamentos e procedimentos definidos pela Câmara de Educação Básica do Conselho nacional de educação, planejamento, execução e avaliação de propostas pedagógicas e curriculares de Educação Infantil.

1.3 Além das exigências dessas diretrizes, devem também ser observados a legislação estadual e municipal atinentes ao assunto, bem como as normas do respectivo sistema.

2. DEFINIÇÕES
Para efeito das Diretrizes são adotadas as definições:

2.1 Educação Infantil:
Primeira etapa da educação básica, oferecida em creches e pré-escolas, ás quais se caracterizam como espaços institucionais não domésticos que constituem estabelecimentos educacionais públicos ou privados que educam e cuidam de crianças de 0 a 5 anos de idade no período diurno, em jornada integral ou parcial, regulados e supervisionados por órgão competente do sistema de ensino e submetidos a controle social.
É dever do Estado garantir a oferta de Educação Infantil pública, gratuita e de qualidade, sem requisito de seleção.

2.2 CRIANÇA:
Sujeito histórico e de direitos que, nas interações, relações e práticas cotidianas que vivencia, constrói sua identidade pessoal e coletiva, brinca, fantasia, deseja, aprende, observa, experimenta, narra, questiona e constrói sentidos sobre a natureza e a sociedade, produzindo cultura.

2.3 CURRÍCULO:
Conjunto de práticas que buscam articular as experiências e os saberes das crianças com os conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural, artístico, ambiental, científico e tecnológico de crianças de 0 a 5 anos de idade.

2.4 PROPOSTA PEDAGÓGICA:
Proposta pedagógica ou projeto político pedagógico é o plano orientador das ações da instituição e define as metas que se pretende para a aprendizagem e o desenvolvimento das crianças que nela são educados e cuidados. È elaborado num processo coletivo, com a participaçao da direção, dos professores e da comunidade escolar.

3. CONCEPÇÃO DA EDUCAÇÃO INFANTIL

MATRÍCULA E FAIXA ETÁRIA:

* È obrigatória a matrícula na Educação Infantil de crianças que completam 4 ou 5 anos até o dia 31 de março do ano em que correm a matrícula;

*As crianças que completam 6 anos após o dia 31 de março devem ser matriculadas na Educação Infantil.

* A frequência na Educação Infantil não é pré-requisito para a matrícula no Ensino Fundamental.

* As vagas em creches e pré-escolas devem ser oferecidas às
residências das crianças.

JORNADA:

*É considerada Educação Infantil em termo parcial,
de, no mínimo, quatro horas diárias e, em tempo
integral, a jornada com duração ou superior a sete
horas diárias, compreendendo o tempo total que
a criança permanece na instituição.

4. PRINCÍPIOS
As propostas pedagógicas de Educação Infantil devem respeitar os seguintes princípios:

* Éticos: da autonomia, da responsabilidade, da solidariedade
e do respeito ao bem comum, ao meio ambiente e às diferentes
culturas, identidades e singularidades.

* Políticos: dos direitos de cidadania, do exercício da criatividade
e do respeito à ordem democrática.

* Estéticos: da sensibilidade, da criatividade, da ludicidade e da
liberdade de expressão nas diferentes manifestações artística
e culturais.

5. CONCEPÇÃO DE PROPOSTA PEDAGÓGICA

Na observância das Diretrizes, a proposta Pedagógica das instituições de Educação Infantil deve garantir que elas cumpram plenamente sua função sociopolítica e pedagógica.

* Oferecendo condições e recursos para que as crianças usufruam
seus direitos civís, humanos e sociais;

* Assumindo a responsabilidade de compartilhar e complementar
a educação e cuidado das crianças com as famílias;

* Possibilitando tanto a convivência entre crianças e entre
adultos e crianças quanto à ampliação de saberes e conhe-
cimentos de diferentes naturezas;

* Promovendo a igualdade de oportunidades educacionais
entre as crianças de diferentes classes sociais no que se
refere ao acesso a bens culturais e às possibilidades de
vivência da infancia;

* Construíndo novas formas de sociabilidade e de subjeti-
vidade comprometidas com a ludicidade, a democracia, a
sustentabilidade do planeta e com o rompimento de rela-
ções de dominação etária, socioeconômica, étnico-racial,
de gênero, regional, linguística e religiosa.

6. OBJETIVOS DA PROPOSTA PEDAGÓGICA.
A proposta pedagógica das instituições de educação Infantil deve ter como objetivo garantir à criança acesso a processos e apropriação, renovação e articulação de conhecimentos e aprendizagens de diferentes linguagens, assim como o direito à proteção, à saúde, à liberdade, à confiança, ao respeìto, à dignidade, à brincadeira, à convivência e à interação com outras crianças.

7. ORGANIZAÇÃO DE ESPAÇO, TEMPO E MATERIAIS.
Para efetivação de seus objetivos, as propostas pedagógicas das instituições de educação infantil deverão prever condições para o trabalho coletivo e para a organização de materiais, espaços e tempos que assegurem:

*A educação em sua integralidade, entendendo o cuidado
como algo indissociável ao processo educativo;

* A individualidade das dimensões expressivo-motora
afetiva, cognitiva, lingüística, ética, estética e sociocul-
tural da criança;

* A participação, o diálogo e a esculta cotidiana das famílias,
o respeito e a valorização de suas formas de organização;

* O estabelecimento de uma relação efetiva com a comuni-
dade local e de mecanismos que garantam a gestão demo-
crática e a consideração dos saberes da comunidade;

* O reconhecimento das especificidades etárias, das singu-
laridades individuais e coletivas das crianças de mesma
idade e crianças de diferentes idades;

* Os deslocamentos e os movimentos amplos das crianças
nos espaços internos e externos às salas de referência
das turmas e à instituição;

* A acessibilidade de espaços, materiais, objetos, brinque-
dos e instituições para as crianças com deficiência,
transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/
superação;

* A apropriação pelas crianças das contribuições histórico-
culturais dos indígenas, afrodescendentes, asiáticos,
europeus e de outros países da América.

8. PROPOSTA PEDAGÓGICA E DIVERSIDADE
As propostas pedagógicas das instituições de educação infantil deverão prever condições para o trabalho coletivo e para a organização de materiais, espaços e tempos que assegurem:

* O reconhecimento, a avaliação, o respeito e a interação
das crianças com as histórias e as culturas afro-brasileiras
bem como o combate ao racismo e à discriminação;

* A dignidade da criança como pessoa humana e a proteção
contra qualquer forma de violência-física ou simbólica
e negligência no interior da instituição ou pra-
ticadas pela família, prevendo os encaminhamentos
de violações para instâncias competentes.

9. PROPOSTA PEDAGÓGICA E CRIANÇAS INDÍGENAS
Garantida a autonomia dos povos indígenas na escolha dos modos de educação de suas crianças de 0 a 5 anos de idade, as propostas pedagógicas para os povos que optarem pela Educação Infantil devem:

* Proporcionar uma relação viva com os conhecimentos,
crenças, valores, concepções de mundo e as memórias
de seu povo;

* Reafirmar a identidade étnica e a língua materna como
como elementos de constituição das crianças;

* Dar continuidade à educação tradicional oferecida na
família e articular-se às práticas socioculturais de educação
e cuidado coletivos da comunidade;

* Adequar calendário, agrupamentos etários e organização
de tempos, atividades e ambientes de modo a
atender as demandas de cada povo indígena.

10. PROPOSTA PEDAGÓGICA E AS INFÂNCIAS DO CAMPO
As propostas pedagógicas da educação Infantil das crianças filhas de agricultores familiares, extrativistas, pescadores artesanais, ribeirinhos e acampados da reforma agrária, quilombolas, caiçaras, povos da floresta, devem:

*Reconhecer os modos próprios de vida no campo como fundamentais para a constituição da identidade das crianças moradoras em territórios rurais;

* Ter vinculação inerente à realidade dessas populações, suas culturas, tradições e identidades, assim como a práticas ambientalmente sustentáveis;

* Flexibilizar, se necessário, calendário, rotinas e atividades respeitando as diferenças quanto à atividade econômica dessas populações;

* Valorizar e evidenciar os saberes e o papel dessas populações na produção de conhecimentos sobre o mundo e sobre o ambiente natural;

* Prever a oferta de brinquedos e equipamentos que respeitem as características ambientais e socioculturais da comunidade.

11. PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DA EDUCAÇÃO INFANTIL

Eixos do Currículo:

As práticas pedagógicas que compõem a proposta curricular da educação Infantil devem ter como eixos norteadores as interações e a brincadeira e
Garantir experiências que:

*promovem o conhecimento de si e do mundo por meio da ampliação de experiências sensoriais, expressivas, corporais que possibilitem movimentação ampla, expressão da individualidade e respeito pelos ritmos e desejos da criança;

* Favoreçam a imersão das crianças nas diferentes linguagens e o progressivo domínio por elas de vários gêneros e formas de expressão: gestual, verbal, plástica, dramática e musical;

* Possibilitem às crianças experiências de narrativas, de apreciação e integração com a linguagem oral e escrita, e convívio com diferentes suportes e gêneros textuais orais e escritos;

* Recriem, em contextos significativos para as crianças, relações quantitativas, medidas, formas e orientações espaço temporais;

* Ampliem a confiança e a participação das crianças nas atividades individuais e coletivas;

* Possibilitem situações de aprendizagem medidas para a elaboração da autonomia das crianças nas ações de cuidado pessoal, auto-organização, saúde e bem-estar;

* Possibilitem vivências éticas e estéticas com outras crianças e grupos culturais, que alarguem seus padrões de referência e de diálogo e conhecimento da diversidade;

* Incentivem a curiosidade, a exploração, o encantamento, o questionamento, a indagação e o conhecimento das crianças em relação ao mundo físico e social, ao tempo e à natureza;

* Promovam o relacionamento e a interação das crianças com diversificadas manifestações de música, artes plásticas e gráficas, cinema, fotografia, dança, teatro, poesia e literatura;

* Promovam a interação, o cuidado, a preservação e o conhecimento da biodiversidade e da sustentabilidade da vida na Terra, assim como o não desperdício dos recursos naturais;

* Propiciem a integração e o conhecimento pelas crianças das manifestações e tradições culturais brasileiras;

* possibilitem a utilização de gravadores, projetos, computadores, máquinas fotográficas, e outros recursos tecnológicos e midiáticos.
As creches e pré-escolas, na elaboração da proposta curricular, de acordo com suas características, identidade institucional, escolhas coletivas e particulares pedagógicas, estabelecerão modos de integração dessas experiências.

12. AVALIAÇÃO
As instituições de Educação Infantil devem criar procedimentos para acompanhamento do trabalho pedagógico e para avaliação do desenvolvimento das crianças, sem objetivo de seleção, promovendo ou classificação, garantindo:

*A observância crítica e criativa das atividades, das brincadeiras e interações das crianças no cotidiano;

* Utilização de múltiplos registros realizados por adultos e crianças (relatórios, fotografias, desenhos, álbuns etc.);

* A continuidade dos processos de aprendizagens por meio da criação de estratégias adequadas aos diferentes momentos de transição vividos pela criança ( transição casa/instituição de educação Infantil, transições no interior da instituição, transição creche/pré-escola e transição pré-escola/Ensino Fundamental);

* Documentação específica que permita às famílias conhecer o trabalho da instituição junto às crianças e os processos de desenvolvimento e aprendizagem da criança na Educação Infantil;

* A não retenção das crianças na Educação Infantil.

13. ARTICULAÇÃO COM O ENSINO FUNDAMENTAL
Na transição para o Ensino Fundamental a proposta pedagógica deve prever formas para garantir a continuidade no processo de aprendizagem e desenvolvimento das crianças, respeitando as especificidades etárias, sem antecipação de conteúdos que serão trabalhados no ensino Fundamental.

14. IMPLEMENTAÇÃO DAS DIRETRIZES PELO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
Cabe ao Ministério da Educação elaborar orientações para a implementação das Diretrizes Curriculares.
Visando atender a essa determinação, a secretaria de educação Básica, por meio da Coordenação Geral de Educação Infantil, está elaborando orientações curriculares, em processo de debate democrático e com consultoria técnica especializada, sobre os seguintes temas:

* O currículo na educação infantil: o que propõem as novas Diretrizes nacionais?

* As especificidades de ação pedagógica com os bebês

* Brinquedos e brincadeiras na educação infantil

* relações entre crianças e adultos na educação infantil

* Saúde e bem estar das crianças: uma meta para educadores infantis em parceria com familiares e profissionais de saúde.

* Múltiplas linguagens de meninos e meninas no cotidiano da educação infantil.

* A linguagem escrita e o direito á educação na primeira infância.

* As crianças e o conhecimento matemático: experiências de exploração e ampliação de conceitos e relações matemáticas.

* Crianças da natureza

* orientações curriculares para a educação infantil do campo

* Avaliação e transições na educação infantil.